Há uns dias atrás vi todos meus companheiros de trabalho e mais alguns amigos estudantes da mesma classe de jornalismo escrevendo um perfil um sobre o outro. E achei a brincadeira bem interessante, li atentamente os que me permitiram ler, outros tinham vergonha. E ria achando graça e ao mesmo tempo mágico a forma que as pessoas se conhecem, se entendem, se decifram e se identificam. Alguns trechos engraçados, brincando com aquelas manias e jeitos de cada um. E também deixando claro os defeitos e qualidades. E eu, estudante de publicidade, perdida em meio a um bando de jornalistas fiquei curiosa pra saber como seria um perfil meu. Como será que meus companheiros de vida, de dia-a-dia me enxergam? Será que eu possuo qualidades que eu não sei? Ou até mesmo defeitos. Quem sabe tenho ate manias que eles desgostam ou gostam, quem sabe. Mas claro que meus amigos escritores não queriam ter o trabalho de escrever sobre alguém novamente. E eu fiquei sem meu perfil visto por um amigo. Então resolvi eu mesma escrever de mim, quem me conhece mais que eu? Ninguém. Talvez eu até me poupe de alguns detalhes sórdidos. È incrivelmente difícil se descrever, se definir em apenas palavras no meio de um emaranhado de sentimentos e atitudes. Ai surge a mais temida pergunta: quem sou eu? Eu? Hum.. Sou sentimentos. Puros e sombrios sentimentos. Sou metida a forte e a independente. Sou feminista e não admito machismo perto de mim, falo, falo e venço pelo cansaço de quem me ouve reclamar. Meu maior sonho é conhecer o mundo, viajar pra qualquer canto. Conhecer gente, culturas, línguas e lugares que eu não vou esquecer. Quero morar em São Francisco – CA, sozinha, e andar pelas ladeiras vestindo sobretudo com um jornal em baixo do braço e com um copo de café da starbucks na mão. Ah! E não esquecendo, sentar na montanha e observar a golden gate, que nem no filme ‘Amor ou amizade’ com o Freddie Prince Jr. Tenho uma vontade de viver em filmes adolescentes ou em musicais, ou os dois, tipo high school musical. Na verdade o que eu queria desses filmes é o final feliz, onde o menino bonitinho sempre percebe o seu erro e faz loucuras de amor para reconquistar a mocinha. Gostaria que a minha vida tivesse trilha sonora, acho um máximo quando eu ando da rua escutando o meu mp3 com uma musica que eu gosto, começo a andar ate mais empolgada, seria legal se todo mundo ouvisse e entrasse no mesmo clima. Como a cena de um filme onde eu andaria com os cabelos voando e tudo a minha volta estaria em slowmotion. Na verdade isso tudo vem do fato de eu ser mega romântica, e aprecio profundamente as loucuras de amor. Que teu uma serenata? Faixa na rua, coisinhas escritas no asfalto em baixo da janela. Acho tudo lindo. Ah! E eu acho bastante coisa ‘lindo’. Meu ex-namorado fala que eu sou praticamente o Caetano, acho tudo ‘liiindo’(com sotaque baiano). Falando em sotaque, sou carioca, tricolor, tenho samba no pé e Torço pra verde e branco de Padre Miguel(mocidade). Nasci e cresci no subúrbio carioca, com joelho ralado e muita historia pra contar. Há alguns anos estou meio apaulistada mas a ‘raix’ continua na cidade maravilhosa. Sou ciumenta e egocêntrica. Minha maior paixão é meu irmão mais velho, ninguém fala ou encosta nele e as namoradas/ficantes dele tem medo de mim. Ele não liga pra mim, não tem ciúme nem nada. Mora a 1 hr de da minha casa e fico umas 3 semanas sem vê-lo às vezes, graças à namoradinha nova dele.
Eu queria asas! Acho que as tendo seria a melhor maneira de viver e aproveitar tudo que eu gostaria. Também gostaria de ser sempre corajosa e saber viver mais pela razão que pela emoção. E falando de emoção, falei que sou romântica e louca por serenatas mas meu status atual é solteira. Aliás, poderia arrumar isso. Que tal ‘relacionamento aberto’? Nem tão aberto assim mas não compromisso. Mas isso já é assunto pra outro texto por que daí sai uma verdadeira novela mexicana.

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